VEM AÍ O NATAL:
NAMORO
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com a letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas
...espalhando diamantes na fímbria do mar
e dando calor ao sumo das mangas.
sua pele macia - era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
tão rijo e tão doce - como o maboque...
Seu seios laranjas - laranjas do Loge
seus dentes... - marfim...
Mandei-lhe uma carta
e ela disse que não.
Mandei-lhe um cartão
que o Maninjo tipografou:
"Por ti sofre o meu coração"
Num canto - SIM, noutro canto - NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou.
Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
pedindo rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.
Levei à avó Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.
Esperei-a de tarde, à porta da fábrica,
ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
paguei-lhe doces na calçada da Missão,
ficamos num banco do largo da Estátua,
afaguei-lhe as mãos...
falei-lhe de amor...
e ela disse que não.
Andei barbado, sujo, e descalço,
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
" - Não viu...(ai, não viu...?) Não viu Benjamim?"
E perdido me deram no morro da Samba.
E para me distrair
levaram-me ao baile do sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso às moças mais lindas do Bairro Operário
Tocaram uma rumba dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olhei-a nos olhos - sorriu para mim
pedi-lhe um beijo - e ela disse que sim.
VIRIATO DA CRUZ
(Angola)
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sábado, 18 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Vida Tão Estranha
São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama
Refrão:
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado
A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente
Refrão:
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão maltratado
Já nem chorar
Me traz consolo
Resta-me só um triste fado
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Astor Piazzolla - Libertango
A intensidade apaixonada do tango, como se o mundo fosse acabar no próximo segundo e que por isso, é preciso "beber" cada nota e deixar o corpo oscilar entre o tom forte e o "piano", tal como se toca o acordão. A dança é perfeita para esta música ou esta música é perfeita para esta dança.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Xutos (Ao Vivo 88) - Música #18 - "Sémen"
O tempo...a nostalgia do tempo passado. A nostalgia de quando o tempo não tinha tempo e nós nos considerávamos "the special one's"
domingo, 24 de outubro de 2010
Bejo de sodade - poema em crioulo
http://www.youtube.com/watch?v=7AmNXE_0jHc&feature=related
Bejo de sodade
Onda sagrada di Tejo
Dixa’m bêjabo bô aga
Dixa’m dabu um bêjo
Um bêjo di mágua
Um bêjo di sodade
Pá bô lêvá mar
Pá mar lêvá nha terra
Na bô onda cristalina
Dixa’m dabu um bêjinho
Na bô boca di minina
Dixa’m dado um bejo, ô Tejo
Um bejo di mágoa
Um bejo di sodade
Pá bô lêvá mar
Pa mar lêvá nha terra
Nha terra é quel piquinino
Ê São Vicente quê di meu
Aquel qui na mar parcê minino
Fidjo d’oceano, fidju di céu
Terra di nha manhe, terra di nha cretcheu
B.Leza
Bejo de sodade
Onda sagrada di Tejo
Dixa’m bêjabo bô aga
Dixa’m dabu um bêjo
Um bêjo di mágua
Um bêjo di sodade
Pá bô lêvá mar
Pá mar lêvá nha terra
Na bô onda cristalina
Dixa’m dabu um bêjinho
Na bô boca di minina
Dixa’m dado um bejo, ô Tejo
Um bejo di mágoa
Um bejo di sodade
Pá bô lêvá mar
Pa mar lêvá nha terra
Nha terra é quel piquinino
Ê São Vicente quê di meu
Aquel qui na mar parcê minino
Fidjo d’oceano, fidju di céu
Terra di nha manhe, terra di nha cretcheu
B.Leza
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
et ce poème de Rimbaud
On n’est pas sérieux, quand on a dix-sept ans.
− Un beau soir, foin des bocks et de la limonade,
Des cafés tapageurs aux lustres éclatants !
− On va sous les tilleuls verts de la promenade.
Les tilleuls sentent bon dans les bons soirs de juin !
L’air est parfois si doux, qu’on ferme la paupière ;
Le vent chargé de bruits, − la ville n’est pas loin,
A des parfums de vigne et des parfums de bière...
− Voilà qu’on aperçoit un tout petit chiffon
D’azur sombre, encadré d’une petite branche,
Piqué d’une mauvaise étoile, qui se fond
Avec de doux frissons, petite et toute blanche...
Nuit de juin ! Dix-sept ans ! - On se laisse griser.
La sève est du champagne et vous monte à la tête...
On divague ; on se sent aux lèvres un baiser
Qui palpite là, comme une petite bête...
Le cœur fou Robinsonne à travers les romans,
− Lorsque, dans la clarté d’un pâle réverbère,
Passe une demoiselle aux petits airs charmants,
Sous l’ombre du faux-col effrayant de son père...
Et, comme elle vous trouve immensément naïf,
Tout en faisant trotter ses petites bottines,
Elle se tourne, alerte et d’un mouvement vif...
− Sur vos lèvres alors meurent les cavatines...
Vous êtes amoureux. Loué jusqu’à mois d’août.
Vous êtes amoureux. − Vos sonnets La font rire.
Tous vos amis s’en vont, vous êtes mauvais goût.
− Puis l’adorée, un soir, a daigné vous écrire... !
− Ce soir-là,... − vous rentrez aux cafés éclatants,
Vous demandez des bocks ou de la limonade...
− On n’est pas sérieux, quand on a dix-sept ans
Et qu’on a des tilleuls verts sur la promenade
On n’est pas sérieux, quand on a dix-sept ans.
− Un beau soir, foin des bocks et de la limonade,
Des cafés tapageurs aux lustres éclatants !
− On va sous les tilleuls verts de la promenade.
Les tilleuls sentent bon dans les bons soirs de juin !
L’air est parfois si doux, qu’on ferme la paupière ;
Le vent chargé de bruits, − la ville n’est pas loin,
A des parfums de vigne et des parfums de bière...
− Voilà qu’on aperçoit un tout petit chiffon
D’azur sombre, encadré d’une petite branche,
Piqué d’une mauvaise étoile, qui se fond
Avec de doux frissons, petite et toute blanche...
Nuit de juin ! Dix-sept ans ! - On se laisse griser.
La sève est du champagne et vous monte à la tête...
On divague ; on se sent aux lèvres un baiser
Qui palpite là, comme une petite bête...
Le cœur fou Robinsonne à travers les romans,
− Lorsque, dans la clarté d’un pâle réverbère,
Passe une demoiselle aux petits airs charmants,
Sous l’ombre du faux-col effrayant de son père...
Et, comme elle vous trouve immensément naïf,
Tout en faisant trotter ses petites bottines,
Elle se tourne, alerte et d’un mouvement vif...
− Sur vos lèvres alors meurent les cavatines...
Vous êtes amoureux. Loué jusqu’à mois d’août.
Vous êtes amoureux. − Vos sonnets La font rire.
Tous vos amis s’en vont, vous êtes mauvais goût.
− Puis l’adorée, un soir, a daigné vous écrire... !
− Ce soir-là,... − vous rentrez aux cafés éclatants,
Vous demandez des bocks ou de la limonade...
− On n’est pas sérieux, quand on a dix-sept ans
Et qu’on a des tilleuls verts sur la promenade
domingo, 10 de outubro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Era de Aquário
A Era de Aquário, que se estabelecerá, renovará todos os nossos sentimentos mais elevados, resgatará princípios universais perdidos, ignorados por desatinos mundanos. Um novo conceito de riqueza a ser firmado, pois rico será aquele que respeitar a Terra como o seu próprio e maior tesouro e amar a toda forma de vida nela existente, de todos os reinos, bem como os seus iguais, não se pretendendo sobrepor a quem quer que seja, animais, minerais etc. Rico será aquele que souber usar e compartilhar os recursos excedentes, estando os direitos humanos em primeiro plano, flexibilizando-se a noção de estado, nacionalidade, soberania etc.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Arquitectura 4
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